22 de junho de 2013

Gatinho Doente

Gente que sufoco! Eu nunca senti tanta raiva por morar em uma região do interior como senti esses dias. Deixa eu contar a história completa do todo esse drama pelo qual passei. 

Para começo de conversa eu sou apaixonada por gatinhos, por animais de forma geral, mas gosto muito de gatos por eles serem independentes e divertidos. Quando era criança e via uma caixa com filhotes abandonados eu queria levar eles pra casa para cuidar mas a minha mãe não deixava, hoje eu entendo o por que, meu irmão é asmático e eu como criança que era não ia saber cuidar e o trabalho ficaria todo pra ela, mas ela sempre me dizia que quando eu tivesse a minha casa eu poderia colocar quantos animais eu quisesse dentro dela. 

Antes dessa história começar eu tinha aqui na casa do marajó apenas minha gatinha Peteca e minha Ararinha o Rocco, que nessa foto está seduzindo geral com esse topete bonito.


Um belo dia voltando pra casa, eu encontrei uma caixa com três filhotes de gato, bem pequeninos e magrinhos, miando desesperadamente, não pensei duas vezes e recolhi a caixa, trouxe para casa e cuidei deles, até eles estarem mas sadios, para eu poder procurar uma casa para adoção para cada um deles.


Aqui estão eles no dia em que eu os encontrei, e o Rocco indo dar as boas vindas roubar ração. Logo nessa primeira semana o gatinho laranja passou muito mal, até hoje eu não sei de que, pois aqui na ilha não existem clínicas veterinárias, mas com muito esforço eu tratei dele, e com ajuda de algumas pessoas da internet não canso de agradecer a May dona do blog e da pág no Facebook A Vida com Gatos. Enfim o Cotó, como nós o batizamos se recuperou e foi adotado, o gatinho rajado foi adotado pela minha vizinha e nós ficamos com o preto e branco que foi batizada de Azeitona. E todos viveram felizes para sempre...
Só que não --'




Um belo dia a vizinha vem com a notícia "Levaram o meu gatinho", eu estranhei mas tudo bem, no dia seguinte um colega que tinha visto o filhote quando ele ainda estava aqui em casa, encontrou ele na rua e trouxe de volta, eu devolvi para a vizinha, que outra vez deixou ele se perder, nós o encontramos em uma caixa na porta da igreja, dessa vez, magro, debilitado e todo sujo. Trouxemos ele pra casa e cuidamos dele, eu não ia mas devolver para a vizinha, foi aqui que os problemas começaram. O Bumerangue ( gatinho da foto a direita) teve diarreia, mas continuou se alimentando normalmente, eu pensei que fosse passar,  depois disso a Azeitona também teve diarreia, mas nenhuma mudança de comportamento então eu fiquei tranquila. No sábado passado o Bumerangue parou de comer e eu comecei a hidratá-lo com soro oral, ele ia ficando cada  vez mas debilitado, infelizmente na segunda ele amanheceu morto e a Azeitona com fortes tremores,  foi só ai que tivemos a idéia de separar os gatos, por que percebemos que poderia ser algum virús, então izolamos a Azeitona da Peteca.
Como ela não queria comer ou beber água, eu comecei a hidratá-la com soro oral e alimentá-la com papinha para filhotes em uma seringa. No final da tarde de segunda-feira ela teve a primeira convulsão, eu fiquei muito assustada, ver a gatinha tendo tremores fortíssimos com as pupilas muito dilatadas e não poder fazer nada para ajudar. Ela continuou tendo convulsões a intervalos cada vez menores, não conseguia ficar de pé e só se alimentava se eu fizesse isso com uma seringa, forçando o soro nela. Realmente pensamos que ela também não fosse sobreviver, na quarta feira eu consegui  um remédio humano que era usado em gatos epiléticos, eu arrisquei, pior do que estava ela não poderia ficar, dei o remédio a ela duas vezes, em dois dias, na quinta de manhã ela já estava "melhor", teve apenas uma convulsão leve, foi recobrando o equilíbrio aos poucos, tentando beber água sozinha, mas ela parecia cega, e essas melhoras se seguiram ontem e hoje.


Dos males o menor, a Azeitona está em plena recuperação, mas ela ficou cega e com alguns problemas neurológicos leves, consegui uma veterinária aposentada que mora em uma cidade próxima e que vai consultar ela na próxima terça, estamos mantendo-a afastada da Peteca até a avaliação da veterinária, mesmo que ela já tenha sido vacinada. Em julho ela vai ser levada até o Hospital veterinário da UFRA em Belém se eles disserem que a doença que ela teve não oferece risco de contagio ao outro gato vamos ficar com ela, se for contagioso infelizmente vamos ter que encontrar um outro lar para ela. Cuidar de um gato cego não é o problema, é um desafio, mas colocar em risco a vida do outro morador felino da casa é um problemão.


Gente desculpem pelo post gigante e nada haver com o lolita, foi um desabafo depois de tanto estresse e plantões.

Beijos e Bom Fds ;)

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